Essa semana começou a edição de número 12 do programa Big Brother Brasil, o BBB e com ele começaram também as duras críticas dos repressores do reality show e seus admiradores, só pra variar. Todo ano a mesma coisa. Podem odiar, podem amar, mas ficar indiferente ao programa é uma coisa que muito poucos conseguem.
As redes sociais bombaram até antes mesmo da estréia, a maioria animada e já preparando os dedinhos para os comentários diários e outros, esbravejando tudo que podiam e já xingando tudo e todos que tivessem algum tipo de relação com a atração da Rede Globo.
Eu, particularmente, gosto do programa. Acompanhei todas as edições e gosto de ver como as pessoas se comportam e mudam de comportamento diante da pressão de um programa de grande audiência nacional. Gosto de ver como as pessoas são diferentes, como cada uma reage ao dia-a-dia da casa e seus conflitos, ver como muitos estão preparados para a batalha e como muitos não deveriam nem ter completado a inscrição. Gosto de analisar as pessoas e todo o programa, acho sinceramente divertido.
Acho bacana ver de fora, jamais participaria. Acho que todas as pessoas deveriam ter bom senso e humildade de perceber quando não são aptas a alguma coisa e eu não tenho estrutura nenhuma para agüentar toda aquela pressão. Nesta edição temos o exemplo de Jakeline, que foi ao paredão na primeira semana e é forte candidata a uma eliminação rápida, visto que passa boa parte do tempo chorando e se lamentando. Não é má pessoa, não mesmo, só está absurdamente despreparada para participar de uma atração como o BBB, é inocente e infantil demais para se meter no meio de um covil de cobras e sair ilesa.
Enquanto Jakeline e outros já estão na mira dos fãs do programa, esses estão na mira dos juízes de internet nas redes sociais. Pessoas ameaçando por diversas vezes os próprios amigos de “blocks” e exclusões se algum comentário sobre BBB aparecer em suas timelines. Pessoas que enchem a boca para falar que o programa é sem cultura, sem fundamento e inútil, também que seus admiradores são “burros” e “desocupados”. Chega a ser engraçada tanta opressão e agressão gratuita.
Devemos lembrar que o Big Brother, em seus 12 anos de existência, nunca quis e nem insinuou que queria ser um programa “cult”, que esbanjava profundidade e ensinamentos. Não, muito pelo contrário, o reality veio para o nosso país com a mesma e única proposta que já tinha no exterior: entretenimento.
Me pergunto qual a dificuldade que as pessoas tem de entender isso. BBB é diversão e entretenimento desinteressados, puro passatempo. Assisti-lo ou não, não deixa ninguém mais burro ou mais inteligente. “Psido-cults” de internet se acham mais inteligentes por que já assistiram um ou dois filmes clássicos, já leram uma meia-dúzia de livros e escutam rock old-school. Acreditem, pessoas do nível “pseudo” julgando quem quer que seja soa mais ignorante que qualquer outra coisa.
Me pergunto também, se essas pessoas que tanto julgam os admiradores de BBB tem alguma noção do que se trata a palavra entretenimento. Será? Acho que não. Essas pessoas devem ficar o dia inteiro trancadas dentro de casa com seus livros e documentários culturais e só sair de casa para ir ver uma peça de teatro aqui e outra ali, devem desconhecer a diversão simples e desinteressada. Novamente, será? Pra mim, é tudo hipocrisia do povo brasileiro, que teima em dizer que é ruim e ordinário tudo aquilo que faz sucesso. “Pseudo-cults” gostam de ser do contra!
Outra coisa que me chamou a atenção e me divertiu durante esses dias nas redes sociais foram alguns amigos e conhecidos absurdamente fãs de… Futebol e que estavam lá, encarnando a Maria-vai-com-as-outras dos “pseudo-cults”, julgando, xingando e ameaçando todo mundo. Pensei comigo: “Sério? Sério que você que irrita todo mundo ano INTEIRO falando de futebol vai agora criticar quem está falando de Big Brother (durante três meses)?” Fãs de futebol perdem a noção das coisas às vezes (às vezes?). Além do que, eles se esquecem completamente que futebol é mais uma atração que diz respeito única e exclusivamente a entretenimento. Ninguém fica mais intelectual a cada rodada do campeonato, muitas vezes é exatamente o contrário, devido ao fanatismo e violência de alguns torcedores. Comentaristas de futebol que batem ponto o ano inteiro nas redes sociais não tem moral alguma pra criticar quem comenta BBB.
Então amigos da Rede Globo, fica a dica, vamos olhar mais pro espelho antes de olhar pro próximo e olhar também pra esse link AQUI que bloqueia comentários a respeito do BBB em suas redes sociais. Fim do problema. Chega de chororô, haters… Ataques e ameaças desnecessárias não te fazem melhor – e muito menos mais inteligente – que ninguém.
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